Doença

Ferrugem-asiática da soja

Phakopsora pachyrhizi. Ocorre em soja.

Folha de soja com as lesões castanhas e as pústulas da ferrugem-asiática
Foto: Florida Division of Plant Industry, Bugwood.org, CC BY 3.0 US

Como identificar

Pontuações pequenas amarronzadas na face inferior das folhas, com urédias que liberam esporos; folhas amarelam e caem cedo, do baixeiro para cima. Confirmar com lupa (protuberâncias com poros).

Onde aparece
folhas
Sinais no campo
pústulas, pó ou esporos (ferrugem, oídio); manchas ou lesões; amarelecimento, mosaico ou enfezamento

Monitoramento

Vistoria semanal do baixeiro desde o fechamento das entrelinhas; acompanhar alertas regionais (Consórcio Antiferrugem) e a previsão de chuva e molhamento.

Nível de controle

Não há nível de dano: em regiões de risco, a primeira aplicação é preventiva no início do florescimento (R1) ou aos primeiros sinais, com reaplicações pelo residual e pela pressão.

Manejo

Cultural

  • Vazio sanitário (60 a 90 dias sem soja, conforme o estado) e calendário de semeadura estadual.
  • Cultivares precoces e semeadura no início da janela escapam da maior pressão.
  • Eliminar soja voluntária e tiguera.

Biológico

  • Produtos biológicos registrados (Bacillus spp.) como complemento em programas, não substituem fungicidas em alta pressão.

Químico

  • Misturas de triazóis, estrobilurinas e carboxamidas, sempre com multissítio (mancozebe, clorotalonil, cobre) para manejo de resistência.
  • No máximo duas aplicações do mesmo produto na safra; intervalos de 14 a 21 dias conforme residual e clima.

Dicas de campo

  • Ferrugem no baixeiro já é alerta: quando chega ao terço médio, a perda está feita.
  • Multissítio em toda aplicação não é gasto: é o que segura a eficácia dos sistêmicos por mais safras.
Referência, não receita
Níveis de controle são referências usuais (Embrapa e assistência técnica regional) e variam com cultura, estádio, cultivar e região. Grupos químicos são citados apenas como exemplo de modo de ação; consulte o registro no Agrofit e alterne modos de ação para evitar resistência. A decisão de aplicar e o produto cabem ao engenheiro agrônomo, com receituário e produto registrado no MAPA para a cultura. Consultar o Agrofit.

Calculadoras e guias: preparo de calda, Delta T, melhor horário para pulverizar, caderno de campo e estoque de insumos. No sistema: aplicações, talhões, estoque e planos de trabalho.

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