Inseto

Tripes

Frankliniella schultzei, Thrips tabaci, Caliothrips phaseoli. Ocorre em soja, algodão, feijão, tomate, cebola, amendoim e milho.

Tripes (Frankliniella occidentalis) numa pétala, com a escala de 1 mm
Foto: Jesse Rorabaugh, CC0

Como identificar

Insetos alongados minúsculos nas folhas novas e flores; folhas prateadas, retorcidas e com pontuações; transmitem viroses (vira-cabeça do tomateiro, queima-do-broto da soja).

Onde aparece
folhas; vagem, espiga, cacho, fruto ou grão
Sinais no campo
insetos pequenos sugando (percevejo, cigarrinha, pulgão, mosca-branca, tripes); manchas ou lesões

Monitoramento

Batida de ponteiros e flores em superfície branca; cartões adesivos azuis; atenção em tempo seco.

Nível de controle

Em culturas com vírus (tomate), controlar ao aparecer; em soja e algodão, referência de 2 a 4 tripes por planta jovem.

Manejo

Cultural

  • Eliminar plantas hospedeiras e restos; barreiras e telas em hortaliças; irrigação reduz população.

Biológico

  • Ácaros predadores (Amblyseius), Orius, Beauveria.

Químico

  • Espinosinas, neonicotinoides, ciantraniliprole conforme registro; alternar.

Dicas de campo

  • Folha prateada nas pontas em veranico: procure tripes com lupa antes de culpar a seca.
  • Vetor de vírus não espera limiar: em tomate, o controle é ao primeiro sinal.
Referência, não receita
Níveis de controle são referências usuais (Embrapa e assistência técnica regional) e variam com cultura, estádio, cultivar e região. Grupos químicos são citados apenas como exemplo de modo de ação; consulte o registro no Agrofit e alterne modos de ação para evitar resistência. A decisão de aplicar e o produto cabem ao engenheiro agrônomo, com receituário e produto registrado no MAPA para a cultura. Consultar o Agrofit.

Calculadoras e guias: preparo de calda, Delta T, melhor horário para pulverizar, caderno de campo e estoque de insumos. No sistema: aplicações, talhões, estoque e planos de trabalho.

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